terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Análise das principais atuações no filme “Bastardos Inglórios”

Bastardos Inglórios é um filme estadunidense, do ano de 2009, dirigido por Quentin Tarantino e estrelado por Brad Pitt, Christoph Waltz, Mélanie Laurent, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Shweiger, Julie Dreyfus, entre vários outros relevantes atores. Assim como em outros filmes de Tarantino, o longa é dividido em cinco capítulos.

O filme conta a história de dois planos para assassinar os líderes políticos da Alemanha nazista, um planejado por uma jovem francesa judia proprietária de cinema, Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) e o outro por um grupo de soldados judeus aliados liderados pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt).


Dentre todos os personagens envolvidos na trama, Shosanna Dreyfus, Aldo Raine e Hans Landa, foram os que mais se destacaram, em minha opinião. Com destaque especial para o Coronel H. Landa interpretado pelo brilhante Christoph Waltz, que ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel.

O Standartenführer (coronel) Hans Landa é um cruel e impiedoso, deselegante, impertinente e inteligente oficial da SS. Ele é apelidado de "o caçador de judeus", em referência à sua capacidade de localizar os judeus escondidos por toda a França.

O interessante da construção desse personagem é que ele, ao mesmo tempo que sutil, é intenso e vibrante. Um homem arrogante, implacável, astuto, impertinente, intrometido, mantém na sua “simpatia” um tom de sarcasmo e malícia. Esse foi, até hoje, o grande personagem da vida de Christoph Waltz, lhe rendendo importantes prêmios, como foi citado acima.

Tarantino reconhece que Landa é um dos melhores personagens que já escreveu. Então todo o trabalho de construção - e também desconstrução – do personagem deve ter sido intenso e muito aguardado, pois ele é o trunfo do filme.

A ação interna dele transcende como de poucos, é muito sutil e subjetivo, tanto que ele se torna um adorável desgraçado. Ele parece muito confortável no papel e seu objetivo, é cômico, de certa forma, sem ser exagerado. Na verdade, o filme possui um tom cômico, desde os personagens até as formas de tortura. É um filme forte, com uma temática dramática, sobre um período de muita tensão, mas que, com o estilo Tarantino, ganhou a comicidade e a energia um tanto sádica, que fez com que as atuações também se destacassem nesse sentido, obviamente. E de todos, o mais sádico é mesmo o Coronel Landa, e quanto mais sádico mais cômico e único ele se torna. No começo do filme, na cena em que ele está “caçando” judeus em uma fazenda, nota-se sua impertinência e, logo, o detestamos quando se descobre sua face cruel e assassina. Depois, por exemplo, ele vai nos conquistando com esse jeito – o que é um tanto bizarro se tratando de uma pessoa real, mas no caso, felizmente, é só um personagem.

Uma das cenas maravilhosas é a cena do cinema, onde Landa fala italiano com uma fluência incrível (isso porque ele revelou fora das telas que não tem domínio da língua, que é uma das quatro que ele fala no filme (francês, inglês, alemão e italiano). Essa cena é a melhor, pois há grandes atores em cena, como Brad Pitt e Diane Kruger. O que marca o filme são as fortes características presentes em cada personagem e também como estão todos em um mesmo nível de intenções e ações, ou seja, não há um desnível ou uma falta de energia, ou até mesmo um se sobressair sobre o outro, mas é lógico que, pelo papel em si, Landa é aquele que mais chama atenção, ele, apesar de tudo, é muito expansivo e comunicativo, o que tende a ser mais visado, uma vez que, também, foi o melhor personagem já escrito pelo diretor/roteirista. É um personagem único.

O domínio das línguas e das intenções mostra o denso trabalho de composição de personagem que Christoph passou para chegar até Landa. O que prova a competência e merecimento do ator em ser tão reconhecido e premiado mundo afora por este papel.

Nessa mesma cena do cinema temos outro grande ator, que vem crescendo muito com o tempo e em seus últimos filmes tem mostrado muita competência e amadurecimento, que é o Brad Pitt. Ele interpreta Aldo Raine, um americano com sotaque bem carregado, sem muita beleza, ou seja, Pitt desconstrói toda a sua beleza e transpõe seu charme para um homem forte, temido, sagaz e muito agressivo em relação aos nazistas. É um charme fora dos padrões que ele está acostumado a fazer em suas atuações, sua expressão facial é o que mais marca o personagem carrancudo, além (é lógico) de seu sotaque pesado e agressivo. Ele faz muitas caras, caretas, mas, por incrível que pareça, não fica caricato ou exagerado (igual é, intencionalmente, o personagem de Hitler nessa mesma obra). Em “Bastardos Inglórios” ele transcende. É um “caçador de nazistas”, um personagem bem diferente dos que costuma fazer, creio eu, tanto físico quanto psicologicamente.

Em algumas cenas (cena final), por exemplo, quando Landa é “marcado” na testa, Pitt olha para a câmera como se olhasse para Landa, pois, nesse momento, a câmera assume o lugar do personagem (Landa). A relação de Pitt é com a câmera e não com o ator, o que torna o processo ainda mais delicado. Há outros filmes de Tarantino que possui essa relação câmera x ator, “À Prova de Morte” é um deles. Isso se torna uma forte característica do diretor.

Eli Roth, um dos atores do filme, está presente em vários filmes de Tarantino (inclusive no citado acima), sendo também seu amigo fora das telas. O que cria uma relação legal, entre diretor e ator, tornando a atuação – e até a própria direção – algo mais prático, prazeroso e verdadeiro. Eli Roth é na obra, junto com Pitt, um dos “Bastardos”, termo designado para os caçadores de nazistas.

A judia francesa Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) é a outra idealizadora de planos contra Hitler e seus companheiros nazistas. Sua personagem é muito intensa, viva, vingativa e muito forte, guerreira, resistente. Um soldado nazista que ficou famoso matando muitos judeus, e foi condecorado por isso, sendo elevado o seu cargo e prestígio, se apaixona por ela e a persegue, sendo insistente na sua conquista e dispertando ainda mais seu ódio e ira de matar nazistas. Sendo assim, ela tem que agir como uma espécie de agente dupla – assim como a personagem de Diane Kruger – só que para si mesma, para se vingar da morte de sua família realizada a mando do coronel Landa. Shosanna finge se interessar pelo rapaz, mas com o objetivo de colocar seu plano em prática e destruir seus inimigos.
Shosanna tem um olhar intenso e uma força incrível, demonstra muita competência e seriedade, se empolga ao ver que seu plano pode vir a dar certo e cresce em cima da possibilidade de realizá-lo. Sua vivaciade cresce com a chace de morte daqueles que detesta. Sua vingança (algo constante nos filmes de Tarantino) alimenta seu entusiasmo e a personagem vai agregando mais e mais força, intensidade, como se o poder se vingar fosse o ar que respira.

“Bastardos Inglórios” é um filme recente, atual, trata de um tema batido no cinema, mas o interessante do filme é que ele altera a história que é certa, conhecida, que já foi contada. Todos sabem do fim da segunda guerra, mas Tarantino da um outro fim, uma outra possibilidade, ele reinventa o passado. E dá, aos seus atores, personagens muito bem construídos, com história, com intenção, tudo bem definido, nenhum passa batido, todos tem certa importância para o enredo e contesto da obra. Isso faz com que grandes atuações apareçam em seus filmes, como é o caso de Christoph Waltz, Brad Pitt, Antonio Bandeiras, John Travolta, Mélanie Laurent, Samuel L. Jackson, entre outros. E, nesse caso, Landa é o melhor personagem entre os melhores personagens de Tarantino, e – na minha opinião – de todos os outros personagens do cinema atual. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Walter Benjamin e as obras de arte na modernidade

Olá!!!! Primeiramente, um bom fds!!!
Colocando aqui trechos do meu trabalho de Estética sobre Walter Benjamin, que, por sinal, ficou bem legal.

A OBRA DE ARTE NA ERA DAS TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO 

Em todas as épocas a obra de arte foi suscetível a reprodução, o que uns faziam outros podiam copiar e refazer. Antes, os discípulos copiavam seus mestres com o intuito de exercitar, aprender, os mestres difundiam suas obras afim do reconhecimento e os falsários faziam as imitações com o objetivo de lucrar, extraindo o proveito material da obra de arte.
As técnicas de reprodução é algo novo, que ganhou ainda mais visibilidade e deu seu crescimento principal no final do século XIX, início do XX, quando as produções em série começaram a ser feitas, pensando, nesse momento (começo da modernidade), não só na burguesia e nos ricos, mas também no lucro em se vender para os trabalhadores, popularizando tudo o que, até indo, era produtos somente de uma determinada classe.
Na Grécia havia dois processos técnicos de reprodução: a fundição e a cunhagem. Na Idade Média viria a aduzir a litografia, isso no início do século XIX. A litografia trouxe consigo técnicas de reprodução que marcaram um processo decisivo, permitindo não só o processo de das reproduções em série, mas também a possibilidade de produzir obras novas (o desenho submetido a pedra calcária, diferente do talhamento na madeira). Esse processo foi importante para a imprensa, tornou-se colaborador íntimo. Até que chega, algumas dezenas de anos depois a fotografia.
Com a fotografia reprodução das imagens pôde se concretizar num ritmo tão acelerado que, eu diria, roubou até um pouco do espaço das palavras, dos textos. Enquanto a litografia abria perspectivas para o jornal ilustrado; a fotografia continha traços e indícios do cinema falado.
Com a chegada do século XX, as técnicas de reprodução atingiram tal nível que elas próprias se impunham (e “incorporaram”) como se fossem formas originais da arte, e não reproduções das artes em si.
Até a mais perfeita reprodução vai faltar algo: a unidade de sua presença no próprio local onde se encontra. Ou seja, registra-se o momento, mas o que ocorre de fato, as sensações, emoções, sentimentos nem sempre são reproduzidos, por isso, talvez, falte esse “algo a mais”.
O hic et nunc do original é autêntico. O que é feito pela mão do ser humano é uma falsificação, o original mantém a autoridade, a autenticidade, é aquilo que está acontecendo ali, no momento. Mas com a reprodução técnica é diferente, por vezes é mais independente do que venha a ser o original. Ou também a técnica pode levara reprodução de situações onde o original não seria encontrado. E há um certo descaso com o original, aquilo que dá vida e, muitas vezes faz sentido a obra.
Na época das técnicas de reprodução, o que é atingido pela obriga de arte é a sua significação, a sua aura. Onde a multiplicação das cópias torna-se um evento produzido apenas para suprir o fenômeno das massas. O que remete o povo ter acesso e conhecimento a um mundo elitista onde somente pouquíssimos tinham acesso.
O agente mais eficaz nos movimentos de massa é o cinema, com muito público em todo o mundo. Benjamin, e outros pensadores e filósofos, considera o cinema catártico, mas eficaz.
A obra é única, e o que a torna assim é a sua aura, o sentido que ela carrega. No começo as obras eram cultuadas para que exprimissem as incorporações num conjunto de tradições. Quando surgiu a primeira técnica de reprodução verdadeiramente revolucionária, a fotografia (contemporânea dos primórdios do socialismo), os artistas ficaram receosos, houve uma teologia da arte. Achavam que a arte acabaria, mas não foi bem assim, pelo contrário.
Para estudarmos as obras de arte nas épocas das técnicas de reprodutibilidade, é preciso levar em conta uma série de coisas, como: a emancipação da obra de arte com relação à existência estática por causa de seu papel ritualístico, religioso.  A produção artística inicia-se mediante a imagens que servem ao culto. Com a fotografia, o valor de exibição começa a empurrar o valor do culto para um segundo plano. O clichê aparece em primeiro. Isso pode-se notar em qualquer lugar, ou melhor, fotografia, segue-se um parâmetro, e parece haver mais liberdade em um quadro, uma obra, muitas vezes do que em uma fotografia, o clichê atrapalha algo que podia-se ir além.
Nasce no século XX uma nova forma de arte, o cinema. Enquanto questionavam se fotografia era ou não arte, o cinema cresce trazendo outras indagações. A nova arte gerou um desconforto, pois, possuía uma enorme capacidade de persuasão, e era algo totalmente técnico e mecanizado, ou contrário do teatro. O ator no cinema necessita de mediação de todo um mecanismo.
No cinema, é menos importante o intérprete apresentar ao público uma outra personagem do que apresentar-se a si próprio. Pirandello foi o primeiro a sentir essa modificação que se impõe ao artista; a experiência do teste. Para ele os atores de cinema sentem-se como se estivessem exilados, dá cena e deles mesmos. O artista, decorrente da obra prima do cinema, deve agir com uma personalidade viva, mas privado da aura. Por exemplo, no teatro de Macbeth é inseparável a aura do ator, essa presença. Então, no cinema essa aura desapareceria gradativamente mediante aos mecanismos.
A medida em que restringe o papel da aura, o cinema constrói artificialmente, fora do estúdio, a “personalidade do ator”; o culto ao astro, que favorece ao capitalismo dos produtores e cuja magia é garantida pela personalidade construída como mercadoria. É o capitalismo que conduz o jogo.
O público do cinema não separa a crítica da fruição, critica-se a contragosto. E a construção em cima da pessoa e não do artista, a mercadoria que o profissional se torna, fomenta essa indústria cinematográfica capitalista. Então, muitas vezes, você vai ver um filme porque ta lá na telona o Brad Pitt ou o Tom Cruise, você vai pelo artista, quase nunca se vai pela obra a ser mostrada, ou roteiro, ou porque tem uma boa trilha sonora.
A massa é a matriz de onde emana, no momento atual, todo um conjunto de atitudes novas com relação à arte. A quantidade virou sinônimo de qualidade. Porém não deve se discriminar o público do cinema, pois ele também é um examinador, mas é um examinador que se distrai.
MODERNIDADE, HIPERESTÍMULO E O INÍCIO DO SENSACIONALISMO POPULAR
O termo modernidade remete a muitas idéias. Com um conceito moral e político, a modernidade sugere o “desamparo ideológico” de um mundo pós-feudal e sagrado, no qual todas as normas, valores, costumes eram sujeitos a questionamentos.  Como um conceito cognitivo, a modernidade aponta para o surgimento da racionalidade instrumental como a moldura intelectual por meio da qual o mundo é visto. Como um conceito socioeconômico, a modernidade designa uma gama de qualidades e mudanças tecnológicas e sociais, entre elas: industrialização, urbanização e crescimento populacional de forma muita rápida; proliferação de novas tecnologias e meios de transporte; saturação do capitalismo; explosão de uma cultura de massa voltada para o consumismo, etc.
Para Benjamim e outros filósofos, a modernidade também tem que ser entendida como um registro da experiência subjetiva caracterizada pelas percepções do ambiente urbano moderno, que era caótico, rápido, fragmentado, desorientador, em meio à turbulência sem precedentes do tráfego, barulho, painéis, sinais de trânsito, multidões, vitrines, e etc. O ritmo de vida tornou-se muito mais agitado, o que levou a crer que a modernidade foi um bombardeio de estímulos; transformando psicologicamente e fisicamente as pessoas que viviam nessas metrópoles.
Como tudo era novo, acidentes de trabalho, assaltos, atropelamentos, suicídios e homicídios tornaram-se algo costumeiro. Cartunistas do começo do século XX retratavam essas situações caóticas do comecinho da nossa modernidade. Mas não era só isso, o sensacionalismo estava ali, presente, cartazes e mais cartazes espalhavam pelas cidades as novidades do mundo moderno, eram peças, notícias, informativos, que se misturavam no corre-corre.
Mas ainda estava presente ali, aquele embate, aquela passagem do velho para o novo, o pré-modernismo para o modernismo de fato. E aí vem o sensacionalismo, mostrar para o povo as desgraças do povo nessa nova era. Por exemplo: “fulano se jogou do prédio, no outro dia, cedo no jornal ele vai estar na capa, estraçalhado, para todos verem. Isso é o sensacionalismo. Vamos aproveitar, que vende, deviam pensar. E não estavam errados. Aproveitavam o fato da morte não natural ser novidade, e as atrocidades, mutilações, davam medo, era novo, então atraia público.
O cinema, para Benjamin, forneceria um treinamento em lidar com estímulos do mundo moderno. Pois o ritmo é frenético, nossa fuga é a arte e o sensacionalismo parece querer nos mostrar a todo custo tamanho desequilíbrio social moderno.  

sexta-feira, 22 de julho de 2011

52º Congresso Nacional da UNE

No dia 12 de julho, às 22h partimos de Vitória (mais especificamente do IFES) rumo à Goiânia-GO, para o 52º Congresso Nacional da UNE.

A viagem foi muito boa, a galera estava animada e logo se enturmou, mas ao passar das horas o cansaço chegou... Com força. 24 horas de viagem, e mais um pouquinho, é foda. Você já não aguenta mais ver mato, e passando Minas o cenário muda, é seco, seco, seco, bem estranho o cerrado, é uma vegetação que não havia visto ainda. Mas logo se acostuma, uma vez que você tem que ver a mesma vegetação por mais de 15 horas. E não tem um riozinho, nem uma aguinha pra contar história. Ah... lógico, passamos pelo rio São Francisco num cenário lindíssimo, o mais bonito da viagem. No final da tarde assistimos a um belo por do sol, já no estado de Goiás. Aí o ar seco já estava castigando, a diferença é brutal, o clima é sequíssimo, quem tá acostumado com litoral sofre.

Enfim, chegamos em Goiânia, e aí lá vai mais 4 horas esperando pra ir pro alojamento. Nossa, 27 horas de viagem + 4 horas de espera = mal humor pra cacete. Isso por volta das 3 da manhã, ainda iríamos montar as barracas, tomar banho, para acordar às 7 horas. Nesse primeiro dia levantei brincando, lógico, óbvio, certamente porque iria ver o Lula... Ohhh... Chorei demais, nossa, indescritível o tamanho da minha emoção, nunca me vi assim. Eu tava vendo o Cara, pertinho, no mesmo salão... Inimaginável. Foi lindo.

Depois disso, de tanto chorar e ver o Lula, fomos almoçar, fiz amizade com uma galera gente boa, e depois partiu para a passeata, num calor dos infernos, mas tava massa. Aquela galera toda reunida ali, gritando, cantando, foi lindo de se ver.

No fim da tarde só queria a minha barraquinha, e como foi bom tomar um banho e ir dormir um pouco. Acordei lá pelas 23 horas, pra ir pros rock. E foi muito foda, isso eu digo de todas as noites. Dancei, cantei, pulei, fiz amigos, conheci gente do Brasil todo, e da África também. Valeu as noites de Goiânia (me lembrei das festas de Cachoeiro que curtia com a galera na adolescência).
E gente, os capixabas deram um show.

A maioria dormia às 4 horas, 5 horas, para acordar às 7. Isso que é garra. No segundo dia, nem lembro mais... Ah tá, começaram os debates, palestras, plenárias, etc. A galera de todos os estados se reuniu na praça, e de lá foram para os lugares nos quais os temas mais lhe interessavam. No dia seguinte foi a mesma coisa: debates, palestras, marchas, etc. A tarde fui ao shopping Flamboyant com Juliana e Patrickson, comi um Burguer King (huuumm..), e nossa, rimos demais, e, como diz nossos amigos gaúchos, foi trilegal. A noite fomos curtir, o rock tava bom, tava pesado. O bom era que a galera sempre se encontrava, se reunia, fizemos a festa na noite.

Porém, sábado acordei mal, com uma alergia tensa, igual a de hoje (que tá foda), e não pude sair de dia, fiquei na barraca dormindo, de tarde comprei um hambúrguer, experimentei a deliciosa maionese temperada com pimenta, e eu amo pimenta, muito mesmo, então imaginem como gostei da coisa.

De noite o pessoal chegou da votação que foi no Serra Dourada, e dá-lhe o último e super animado rock que tivemos por lá, nessa última noite fiquei acordada até às 6:53... hauahauahuaha... Dormi até às 8:00. Fomos pra votação no Serra, nem posso esquecer de dizer que me filiei a UJS ( lol ) ficamos por lá até às 18 horas, a festa da bonita, mas o cansaço tava forte e latente. O almoço saiu lá pelas 16 horas, o calor estava demais. Mais ou menos às 18:30 começamos a longa viagem de volta pro ES.

Cheguei desidratada, com pulso aberto, muito magra, cansada, suja, com vontade de ir ao banheiro (nº 1 e 2), mas cheguei feliz, muito feliz.

Valeu Goiânia! Valeu UNE! Valeu UJS! Eu aprendi, cresci e  me diverti demais!
XD


















quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dinda te ensina a montar uma deliciosa torta salgada

 Olá, blog! Dia 1º foi aniversário do meu marido Gabriel (Parabéns, amor!). Ele pediu uma torta salgada, Dinda fez e ficou maravilhosa. Foi ...